02 abril, 2009
Co2
Preciso dizer que eu a compreendo. Mas tenho sentido coisas tão estranhas e sem fundamento que é melhor, quem sabe, calá-las. Falar, digamos, desses períodos em que me liquefaço e passo para o estado de lama, pra que é que vai servir? Ou daqueles em que eu me perderia no buraco de uma agulha, de tão dura e contraída? Não, são apenas belas tentativas que não mudam nada no panorama. Eu estava falando dos meus pequenos passatempo e ia dizer, creio, que faria melhor me contentar com isso em vez de me lançar nessas histórias de arrasar corações sobre a vida e a morte, se é que se trata disso, e suponho que sim, pois nunca se tratou de outra coisa, se bem me lembro. Mas no momento não me sinto capaz de dizer donde vem tudo isso. É vago, a vida e a morte. Devo ter tido minha ideiazinha, quando comecei, ou então não teria começado, teria ficado tranquila, teria continuado tranquilamente a me entediar com todas as minhas forças, até que venha alguém e tire as medidas para o meu caixão. Mas ela me saiu da cabeça, minha ideiaizinha. Não importa, acabo de ter uma outra. É talvez a mesma, as idéias são tão parecidas, quando a gente as conhece. Nascer, eis meu ideal no momento, isto é, viver o suficientepara saber o que é gás carbônico livre, então agradecer e partir. No fundo, esse foi sempre meu sonho.
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