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05 maio, 2009

caverna platônica.

Ele pararia no fim, dizendo, fiz o que pude. Mas ele não teria feito o que poderia. Mas sempre vem o momento quando a gente desiste, por esperteza, desanimado, mas não ao ponto de desfazer tudo o que já foi feito. E quando ele fecha os olhos, os fecha realmente, como não podem fazê-lo os outros, mas ele podia, pois não havia limites para sua impotência. "Não é uma questão de pálpebras" - ele dizia - É como se a alma precisasse ser velada, esta alma negada em vão, vigilante, ansiosa, girando em sua jaula como numa lâmpada, na noite sem porto nem navios nem matéria nem entendimento.

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