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22 setembro, 2009

Esses dias eu tava análisando as coisas que escrevo, e pensei: Escrevo pra quem? escrevo por que? Não cheguei a nenhuma conclusão imediata, mas sei de uma coisa: escrevo como se precisasse de um abrigo ou um amigo, escrevo como refugio, as histórias que invento e os personagens que eu crio fazem parte de um cotidiano monocromatico, e em todas essas obras, eu gosto mesmo é de falar da dor, isso me causou algumas críticas, costumam me achar uma pessoa triste, chateada e por aí vai... Mas qual é o lado ruim em ser uma pessoa triste?! Não que eu seja, aliás, alguém ai sabe definir felicidade?! Eu não. Meus conceitos filosoficos não deixam. Enfim, me considero altamente sensível e falar da dor e suas vertentes é uma coisa que abrange todo mundo, quem aí nunca sofreu, seja qual for o sofrimento... engraçado, é que ontem, ao telefone com a minha namorada atual, eu lhe contei como eu me sentia leve, e como as coisas estavam diferentes pra mim, logo eu, que era considerada como compulsiva, obsessiva e paranoica. Sempre acordo pensnado muito em alguém, e ontem eu acordei pensando em mim, nas minhas potencialidades, nas minhas dores e amores e me senti assim, neutra e inerte, achando tudo muito bonito, e sentindo uma estranha paz no decorrer do dia, eu já não esquento mais a cabeça e não me desespero, encontrei o leito por onde escoar o meu excesso.

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