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19 setembro, 2009

vivo porque escrevo

Ontem em das minhas esbórnias culturais, nas minhas leituras insanas e nos meus filmes polêmicos, vi essa frase: "Tudo sobra em mim, e ao mesmo tempo não há nada em mim; nem ninguém. Eu sofro de nada e de ninguém." Foi momentanea a tamanha identificação, sempre procurei algo para definir minhas dores, e agora, achei. "Sofro de nada e de ninguém" Simples, chulo e diferente. Faço parte da ralé, da grosseria da rua, do drible do futebol no campinho ao lado, da simplicidade da velhinha que pousa a pele para assistir a novela das seis, a minha ambiguidade, a minha esfera em potencial, a minha bipolaridade, que é o que tem me feito assim, tão diferente. Não sei te falar se isso é bom ou ruim, e também não quero saber, sabe?! Meu caos é ordem.
"quando escrevo, me afirmo
quando falo, ganho sentindo
quando penso, ganho corpo
meu corpo-palavra."





Hoje, resolvi dar continuidade ao meu livro, e é isso.
um passo.


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