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09 novembro, 2009

Querido, Angelo
Veneza é apaixonante. Por aqui não se tem a lógica de uma cidade comum, afinal, de comum ela não tem nem o nome. As ruas seguem o rumo dos canais e mesmo caminhando com um mapa em mãos, você se perde; as ruelas cheias de curvas nos fazem perder o senso de direção, e você sabe, meu amor... nesses últimos dias o que eu tenho precisado é disso. Da janela do meu quarto eu consigo ver o crepúsculo se formando por entre os canais da cidade, é belo e sempre penso em você nessa hora do dia: É o tal sofrimento acumulado nas artérias que eu entupo cada vez mais com a nicotina dos meus cigarros baratos. Não estou fazendo nada de errado, só tenho tentando deixar as coisas mais bonitas, você sabe, há sempre uma beleza no sofrimento.
 Agora eu estou em um café, e a bateria do notbook está se acabando, quero só te dizer que você tá aqui, comigo. E que te mandarei, em breve, um retalho de paixão com a mesma saudade e o amor de sempre.
Te beijo,
Seu.

Um comentário:

  1. A saudade aperta a cada dia, mas não pede um fim
    pois não basta estar juntos para que ela se vá,
    não basta grudar em voce, que ela estará entre e dentro de nós. Ela é contínua e às vezes agradável. Digo agradável por ser ela a causadora dos elefantes na barriga, das risadas sem motivo. Porém quando grita, alto e forte, como agora, ela arranha e irrita, arranha e irrita quando grita.
    Anseio voce.
    Nos beijamos,
    Nós.

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