05 maio, 2009
apazigu(a)dor.
Palavras e imagens fazem turbilhão na minha cabeça, surgem inesgotáveis e se perseguem, se fundem, se estraçalham. Mas além deste tumulto, a calma é grande, e a indiferença. Nada poderá pertubar isso. Viro um poco de lado, esmago a boca contra o travesseiro, e meu nariz, aperto contra. Meus velhos cabelos, agora, sem dúvidas brancos como neve, puxo o cobertor sobre a cabeça. Sinto, no fundo do meu tronco, não posso ser mais precisa, dores que me parecem novas. Creio que é sobretudo nas costas. As dores são ritmadas, parecem emitir um pequeno canto. São azuladas. Como tudo isso é suportável, meu Deus.
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