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29 abril, 2009

mortis.

Eu não sabia bem o meu caminho. Vivi numa espécie de estado de coma. Perder os sentidos, para mim, é perder pouca coisa. No fundo, se eu não sentisse estar morrendo, poderia me acreditar já morta, pagando meus pecados ou numa das casas do céu. Mas sinto enfim que a areia da ampulheta continua caindo, o que não aconteceria se eu estivesse além-túmulo. Depois de acabar meu inventário, se a morte não vier, vou escrever minhas memórias.




correr pra ver o amanhã e prometer, tanto faz.

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