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25 maio, 2011

Era final de maio, e o vento frio que entrava pela minha janela anunciava mais uma noite solitária e fria que estava a se seguir, naquele momento que apreciava o ar gélido em minha face e sentia a nicotina arder minha garganta tive alguns pensamentos bobos, desses sobre a existência, sabe?! Poderia ser banal tudo aquilo, mas era como se por algum instante a vida fosse uma pequena porção palpável. É, se sentir é uma primazia. Nos últimos meses eu ando desmotivada com a literatura, não consigo mais me expressar da maneira que gostaria, fico com receio frente aos textos que escrevo. Acho que todo esse sentimento veio com a fragilidade da vida ou melhor, o fracasso da mesma. Antigamente eu encontrava no lirismo uma maneira mais agradavel de continuar vivendo, foi quando veio a filosofia e destroçou toda minha útopia literária. Cheguei até a tentar uni-las, através do teatro, mas novamente a mãe de toda a sabedoria fechou as cortinas da minha arte. Talvez isso tudo sejam meras desculpas esfarradas para alguém que não quer assumir para si mesmo, que, no fundo, nunca soube se expressar. É, talvez. E pode ser que tudo isso seja verdade, mas é como diria Nietzsche - e lá vamos nós denovo - "Tudo é interpretação". De qualquer maneira, escrevo por hoje. Amanhã, bom, é como diz um outro amigo meu, o Chico, aquele; o Buarque: "Amanhã, ninguém sabe"
Apago meu cigarro, adeus.

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