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15 fevereiro, 2012

A morte pode ser vista em primeira pessoa, segunda pessoa e terceira pessoa. Na infância, adolescência e na fase adulta. Todas essas dores, ele sentiu. A efemeridade constatada em primeira pessoa é a que nós vemos de longe, somos ainda telespectadores, sem entendimento, pois ela não nos chega a tocar de forma tão intensa, ela é sentido pelos meios de comunicação, a TV, o Radio, a internet. Todos os meios anunciam a morte. A afemeridade em segunda pessoa é a mais triste. É quando a morte toca alguém que amamos, então conhecemos o vazio de fato, a condição humana, a crueldade desinibida, a falta de sentido, o absurdo. A efemeridade em terceira pessoa é a mais calma, é a nossa própria partida. Quando voltamos para onde estávamos antes de nascer, como pensava Schopenhauer - Um dos filósofos que preenchia espaço no seu criado-mudo - O suícido pode causar um estranhamento. As pessoas tendem a ficarem perpelexas. Aos 23 anos, ele tem se tornado mais recluso, e a morte, para ele, não é mais como revolta, mas também não quer dizer que seja uma paz. É só um estado diferente. Sabe, se fosse para resumir tudo, eu utilizaria da simples e doce frase que ele nos deixou: "Para algumas pessoas (a vida) é insuperável."

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